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Pesquisa do Seconci-SP revela queda no número de atestados médicos emitidos aos trabalhadores da construção civil

08/05/2018

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Seconci-SP

Levantamento realizado pelo Seconci-SP (Serviço Social da Construção) aponta que, em 2017, houve queda de 27% nos atestados médicos recebidos pelos trabalhadores da construção civil, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Isso é o que revela a pesquisa anual da entidade sobre os motivos de afastamento dos trabalhadores de empresas da construção civil a partir de um banco de dados com mais de 43 mil consultas médicas não ocupacionais realizadas na Unidade Central do Seconci-SP, responsáveis pela emissão de 5.525 atestados médicos aos titulares, no ano passado.

“Realizamos esta pesquisa desde 2012 e, desde o ano retrasado, estamos verificando uma tendência de queda. E isso tem relação direta com os investimentos que as empresas do setor têm feito para ampliar e melhorar as condições de trabalho, a qualidade de vida e a gestão de saúde e segurança dos trabalhadores” constata a dra. Norma Araujo, superintendente do Iepac (Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana) do Seconci-SP”.

Quando analisados os motivos, dores nas costas, juntas e inflamações (ombro, juntas e tendão) seguem como as principais causas para a ausência ao trabalho, com 30,1%, conservando o mesmo índice verificado em 2016. Já as enfermidades ligadas à má digestão, gastrite, diarreia, úlceras e inflamação no intestino tiveram leve queda no ano passado, com 5,2%, contra 6,5% em 2016. A mesma redução é verificada no grupo de problemas relacionados à hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, que respondeu por 5,3% dos casos em 2017, versus 5,8% do ano anterior.

“Os grupos que vêm apresentando queda estão diretamente ligados às doenças que demandam acompanhamento no longo prazo, como o caso da hipertensão arterial. O que evidencia que a ampliação dos programas de prevenção e estímulo à melhora da qualidade de vida entre os funcionários têm surtido efeito”, comenta a dra. Norma.

No ano passado, foram registrados 608 diagnósticos diferentes. Faringites, amigdalites, sinusites, gripes e viroses foram responsáveis por 13,3% do absenteísmo, apresentando leve alta em comparação a 2016, quando responderam por 12,8%.

Já os pacientes que realizaram exames com duração superior a três horas ou precisaram ficar em observação clínica – e, dessa forma, perderam o dia de trabalho – correspondem a 6,7% dos atestados emitidos. Contusões, entorses, traumatismos e ferimentos equivaleram a 9,3%, e doenças dos olhos, a 8,1%.

Período de afastamento e faixa etária

Apesar de reverter a tendência de queda verificada a partir de 2014 (1,4), a média de dias nos quais os trabalhadores ficaram afastados não superou os dois dias, ficando em 1,8 em 2017. Em 2016 o tempo foi de 1,6.
Na análise por faixa etária, a maioria dos atestados foi para os trabalhadores entre 40 e 49 anos (1.527), seguido por empregados com idade entre 30 a 39 anos (1.341) e 50 a 59 (1.217). No total de consultas, o grupo mais demandante também foi o de 40 a 49 anos (28,2%), seguido daqueles com 50 a 59 anos (25,3%).

Dias da semana com mais falta

Os resultados da pesquisa mostram que, entre os dias da semana, a segunda-feira é a campeã de atestados emitidos, correspondendo a 23,8 %, ante 14,6% às sextas-feiras. A terça-feira é o segundo dia com maior número de atestados, com 21,7%; seguido da quarta-feira (21,2%) e quinta-feira (18,6%).

Serviço Social da Construção Civil

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