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Seconci Distrito Federal
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Há três décadas, o Seconci-DF cuida do trabalhador da construção civil

11/07/2018

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF

Com o apoio e contribuição dos empresários, a entidade já soma mais de 4 milhões de atendimentos e foi a segunda a ser criada no país

| Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF |

No dia 30 de junho de 1988, os Sindicatos da Indústria e dos Trabalhadores da Construção do DF (Sinduscon-DF e Sticombe) se reuniram para inaugurar a entidade que transformaria o setor na capital do país. De lá para cá, muita coisa aconteceu. Os dois Sindicatos foram responsáveis pela criação do Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF), que trouxe para o empresário e para o trabalhador assistência e serviços, em sua maioria, gratuitos.

A experiência aconteceu graças ao modelo implantado em São Paulo, anos antes. Lá, os trabalhadores da construção já contavam com duas décadas de serviço social voltado especificamente para o setor quando da implantação no DF. Em depoimento gravado em 2014, o saudoso Edgard Viana, falecido em 2015, reforçou a importância da criação da entidade e os benefícios que ela traria principalmente para os trabalhadores. “Foi uma vitória que nós conseguimos para levar aos nossos trabalhadores assistência e principalmente alfabetização. O Seconci não pode deixar de existir porque ele cumpre um papel social muito importante na capital do Brasil”.

Edgard tratava o Seconci como a “menina dos olhos” e via com brilhantismo e satisfação o trabalho feito pela entidade. Ele sempre ressaltava que esta obra nunca poderia ter fim. Graças ao seu carinho e atuação, o Seconci sempre trabalhou de braços dados com o Sticombe. Durante anos, uma unidade ficou estabelecida nas dependências do Sindicato, sem pagar nada por isso. Atualmente, a Gerência de Odontologia e o Serviço Social oferecem atendimentos aos trabalhadores na 706/707 Norte, dentro do Sindicato.

A história do Seconci se confunde com a história de Brasília. Grande parte dos empresários que construíram a nova capital, conhecem e foram responsáveis pelo triunfo da entidade. A contribuição de cada um possibilitou que o projeto se tornasse modelo para outros estados e regiões. “A fundação do Seconci em Brasília se deu graças a feliz ideia que aconteceu em São Paulo. Isso representou para mim e para todos os colegas uma luta que valeu a pena quando vemos onde chegamos”, disse o ex-presidente e um dos fundadores do Seconci, Wanderley Wallin.

Outro nome fundamental que faz parte da história do Seconci-DF é o engenheiro Dilson Carlos Rehem. Ele esteve presente desde o início das discussões para criação da entidade desempenhando, posteriormente, a função de secretário geral. “Assim que o Wanderley se tornou presidente, entramos em contato com o Edgard e como ele tinha os trailers odontológicos, passamos a atender os trabalhadores”, recorda Dilson. Ele relembra da vontade de todos em fazer a entidade dar certo. Conta com carinho dos funcionários, da presença do amigo Francisco Machado, um dos primeiros gerentes que atuou no Seconci e fez um belo trabalho em prol da entidade.

A primeira sede do Seconci-DF foi no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), em um espaço gentilmente cedido pelo empresário e entusiasta da entidade, Graciomário de Queiroz, da SENAP Construtora. “Eu tive a oportunidade de, há 30 anos, oferecer um espaço na nossa empresa onde funcionou a primeira sede do Seconci por cerca de 4 anos. Eu fico muito feliz que, depois de muitos anos, a gente deixou de cuidar de relatórios, planilhas e faturas para trabalhar em prol das pessoas”, relata Queiroz.

Para o empresário, a criação da entidade veio para mudar a realidade da construção civil. “Há 30 anos, não temos greves na construção. E isso coincidiu, não por acaso, com a criação da entidade. Depois dela, não se falou mais em greve”, disse.

Com o apoio dos empresários e a expansão dos serviços, o crescimento do Seconci era inevitável. Depois de atender nas dependências da SENAP, foi preciso ampliar os horizontes e procurar um lugar que oferecesse mais espaço e abrangesse os serviços que já eram oferecidos, além da implantação de novos.

A coordenadora administrativa da Gerência Médica, Nelma Sampaio, que está no Seconci-DF desde a fundação, se recorda bem do início e das mudanças que ocorreram. “A primeira sede era numa sala no SIA e, em seguida, fomos para outro endereço, na mesma região, porque aumentaram os serviços e precisávamos de mais espaço”, explica Nelma.

Foi então que, em abril de 1997, uma nova sede foi inaugurada, do lado de onde hoje está o Sinduscon-DF, no trecho 2. Com 500 metros quadrados, o novo espaço abrigava cinco consultórios odontológicos, três consultórios médicos, sala de raio-X e toda sua parte administrativa. A mudança aconteceu quando o empresário Marcelo Carvalho presidia a entidade. “Precisávamos de um espaço que pudesse favorecer a apresentação da entidade e motivar as empresas que, muitas vezes, se recusavam a contribuir”, disse Carvalho.


Placa e inauguração da segunda sede do Seconci-DF, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA)



Ele explica que a intenção da diretoria, naquela época, era tornar a entidade uma vitrine e demonstrar aos empresários como estava sendo investida a contribuição. Além disso, outro aspecto, torná-la uma referência para outros estados. “Passamos a receber visitas de outros estados que vinham conhecer nossa estrutura e o questionamento da contribuição diminuiu porque houve uma expansão em todos os níveis do Seconci-DF, além da satisfação do trabalhador atendido”, finaliza.

Depois de exercer a presidência por dois mandatos, Marcelo foi substituído pelo empresário José Eustáquio de Oliveira. Reforçando a importância das mudanças já citadas por Marcelo, Eustáquio lembra da sua trajetória como algo marcante e compensador. “Cheguei no Seconci como representante do Sinduscon, depois me tornei vice-presidente da entidade e, com a saída do Marcelo, me tornei presidente. Algo que marcou muito foi quando passamos a usar o termo ‘braço social da construção civil’”, contou.

Ele relembra que a diretoria era muito unida e, mesmo nas situações mais complicadas, havia a compreensão e o apoio de todos. “Teve uma vez que foi preciso fazer um empréstimo e os próprios diretores se tornaram avalistas. Na época, o Banco do Brasil nunca tinha feito esse tipo de transação para uma entidade sem fins lucrativos. O Seconci foi o primeiro no DF”, disse ele que, durante a entrevista, ligou para a gerente de contas do banco da época para confirmar a informação.

Outro momento que o ex-presidente, à frente da entidade entre os anos de 1999 e 2003, se lembra com carinho é da alfabetização. “Muitos trabalhadores mudaram de vida por causa da alfabetização do Seconci. Isso é muito gratificante para quem participa. Para eles, aquilo era muito importante. Eu acho que se tudo que existe no Brasil tivesse a seriedade que se tem no Seconci, principalmente em se tratando do dinheiro e da seriedade como ele é aplicado, nós teríamos outro país”, disse.



DOAÇÃO DE TRAILERS



Com as unidades móveis, os atendimentos eram realizados nos canteiros de obras



O atendimento odontológico na construção civil do DF acontece desde 1976, 12 anos antes da criação do Seconci-DF. Este trabalho, que foi consolidado pela entidade, acontecia graças ao Sticombe que, com apoio do Ministério do Trabalho, possuía unidades móveis para atender empresas da construção civil.

Com a criação do Seconci, além de todo o instrumental para atendimento odontológico, os trailers que pertenciam ao Sindicato foram doados à entidade. No total, foram 5 trailers que atendiam em Ceilândia, Taguatinga, Sobradinho, Gama e Asa Norte. O responsável pela odontologia nessa época, José Jorge da Silva, disse que a ideia era aproximar o consultório das obras para evitar grandes deslocamentos dos operários. “À medida que o trabalho ia sendo desenvolvido, o próprio trabalhador passava a cobrar a presença do trailer no canteiro, tivemos, então, a necessidade de aumentar o número de unidades móveis”, explicou Jorge.

Em meados de 1999, aconteceram novas melhorias neste serviço com a chegada dos trailers duplos e a presença das Técnicas em Higiene Dental (THDs). “Fomos experimentando. Pegando ideias daqui, dali. Foi um trabalho de erros e acertos e um marco para a entidade”, conta a ex-gerente odontológica do Seconci-DF, Astrid Burnett.

O Seconci-DF trabalha nos dias atuais com trailers simples e duplos. Todas as empresas contribuintes podem solicitar uma das unidades móveis que ficam nas obras tempo suficiente para atender toda a demanda daquele local. “Para o trabalhador é importante porque ele não precisa se ausentar do canteiro para ser atendido e o empresário não perde a força de trabalho do funcionário que se ausentaria para ir até o consultório”, conta a gerente odontológica do Seconci, Carla Leone.



MAIS EXPANSÃO




Inauguração da terceira sede do Seconci-DF, no Setor Comercial Sul. Da esquerda para a direita, os ex-presidentes, Wanderley Vallin, Eduardo Brandão, Marcelo Carvalho, José Eustáquio de Oliveira e João Carlos de Siqueira Filho



No mesmo ritmo do crescimento da Capital do país, crescia o Seconci. Novos serviços, modernização e contratação de pessoal seriam necessários para atender a demanda dos trabalhadores que aumentava na mesma proporção. Foi então que, em setembro de 2004, tendo passado por duas sedes no SIA, os dirigentes perceberam que era hora de mudar. A fim de estar mais no centro de Brasília, a sede deixou o SIA para ocupar dois andares no centro comercial Venâncio 2000, no Setor Comercial Sul.

O coordenador de Serviços de Apoio do Seconci, Geraldo Henrique Gomes, se lembra bem dessa mudança. “Entre os motivos, estava a solicitação do proprietário do imóvel onde funcionava o Seconci no SIA. Com isso, houve a possibilidade de ir para o centro de Brasília cuja localização facilitava a ida do trabalhador para ser atendido”, relembra Geraldo.

O boom que tomou conta da construção civil propiciou ao Seconci expandir os atendimentos ofertados e levar melhorias para os trabalhadores espalhados pelas muitas obras no DF. Além dos trabalhadores, os atendimentos beneficiavam pessoas de comunidades carentes que, sem a assistência do poder público, tinham amparo nos serviços ofertados pelo Seconci.

Na época, o Seconci era presidido pelo empresário João Carlos de Siqueira Filho. Para ele, além da necessidade do espaço, outro benefício que veio com esta mudança estava relacionado à acessibilidade para o trabalhador. “A estrutura do SIA não cabia mais todos os atendimentos. O espaço ficou pequeno. Além disso, havia certa dificuldade para a chegada dos beneficiários e, quando fomos para o Venâncio, muitas pessoas tiveram acesso porque tinha um fluxo bom de transporte público, provocando assim um efeito de melhoria extraordinário”, explica Siqueira Filho.



ALFABETIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

À esquerda, primeira turma de alfabetização do Seconci. À direita, Formatura anual realizada em 2012 com a presença dos, então, presidentes do Sinduscon-DF, Luiz Carlos Botelho, do Seconci, Izidio Santos, e do ex-governador do DF, Agnelo Queiroz. Também na foto, o atual presidente do Sticombe, Raimundo Salvador



 O projeto de alfabetização do Seconci-DF existe desde os primeiros anos da entidade. Essa iniciativa é lembrada por todos que atuaram e sabem da importância da educação num setor que sempre foi tido como de baixa ou nenhuma escolaridade dos que tiram sua renda desta atividade.

Para o atual presidente do Seconci-DF, Deyr Corrêa, a alfabetização dos trabalhadores é um dos carros-chefes da entidade e precisa ser valorizada pelos empresários pela importância que possui. “Dentre os trabalhos que oferecemos, a alfabetização é a atividade mais gratificante”, defende. Para ele, as empresas deveriam utilizar a entidade como um cartão de visita. “Estes serviços demonstram a responsabilidade e consciência social do empresário”.

Já são mais de 13.500 atendimentos na área de alfabetização. As aulas acontecem nos intervalos do almoço ou após o expediente. A parceria com as empresas é um trunfo para os trabalhadores. Esse número sobe para cerca de 50 mil se somados os cursos de capacitação oferecidos por meio de parcerias nas áreas de informática e atividades fins da construção civil. “Este projeto é bom demais. Se eu não tivesse parado de estudar há 40 anos, quando estava na 5ª série, teria conseguido outras coisas. O ensino faz falta quando se tem família, quando precisamos pagar aluguel”, conta o armador e aluno do Seconci, José Maria Chaves, 57 anos.



UMA SEDE PARA CHAMAR DE SUA

 

placa da mercedsFachada da sede própria do Seconci, no Setor Placa da Mercedes/Núcleo Bandeirante. À direita, os ex-presidentes João Carlos de Siqueira,  Wanderley Vallin, Izidio Santos, Leibnitz Alexandre e Eduardo Brandão, durante a inauguração, em 2011



As três primeiras sedes do Seconci foram alugadas. Mesmo com a expansão e aumento dos serviços, a entidade não tinha um espaço próprio, tendo que arcar com aluguel para manter o funcionamento. Já no Venâncio 2000, surgiu a possibilidade de pleitear um lote no programa do Governo de Brasília, o PRO-DF, que promove o desenvolvimento econômico integrado e sustentável do DF por meio da implantação de empreendimentos produtivos do setor econômico da capital.

A entidade possuía os requisitos necessários para participar do programa e com o apoio e vontade dos diretores que participavam na época, o projeto de viabilidade econômica e toda a documentação foram entregues e, após a aprovação, o espaço foi liberado para receber as instalações do Seconci-DF. “A sede própria, no Setor Placa da Mercedes, surgiu a partir de um diretor, o José de Sordi, que ficou sabendo do programa. Como a finalidade do Seconci se adequava ao programa, demos entrada no processo e tivemos a concessão desse local”, contou o ex-presidente do Seconci, Izidio Santos Junior.

Localizado numa área de 3 mil metros quadrados e abrigando toda parte técnica e administrativa da entidade, o Seconci funciona hoje do lado da Estrada Parque Núcleo Bandeirante, entre o Riacho Fundo 1 e o Núcleo Bandeirante. Para Izidio, o empenho de todos da diretoria foi fundamental para aquisição e ampliação do espaço próprio para a entidade. “Conseguimos cumprir os prazos e vencemos todos. O lote já foi quitado. Todos foram atrás, fizemos o projeto e deu tudo certo. Graças a isso, hoje temos nossa sede num espaço amplo e com todos os serviços em pleno funcionamento”, finaliza.

Com a construção já concluída, os diretores se reuniram, no dia 16 de fevereiro de 2011, para inauguração oficial da sede própria que, desde então, atende todos os beneficiários e empresariado da construção civil do DF. Presente na inauguração, o ex-presidente Leibnitz Alexandre Carneiro contou: “Quando entrei para o Seconci, eu me apaixonei por esta iniciativa de ajudar aos trabalhadores. A entidade é nossa força, nossa energia”, disse Leibnitz.



 A SEGURANÇA E SEUS QUASE 2 MILHÕES DE ATENDIMENTOS

 

Peças teatrais levam conscientização aos canteiros. À direita, técnicos realizam visita para elaboração dos Programas Ocupacionais



A Segurança do Trabalho é quase sinônimo de Seconci. Todas as entidades em funcionamento pelo Brasil buscam melhorar o ambiente laboral por meio do cumprimento da legislação referente ao tema. Seja no apoio ao empresário com a realização dos Programas Ocupacionais exigidos por lei, seja nos treinamentos oferecidos aos funcionários das empresas contribuintes (treinamento admissional, trabalho em altura, CIPA, palestras, entre outros), o Seconci é um instrumento que pode e deve ser utilizado pelas empresas a fim de melhorar a qualidade no ambiente de trabalho e a conscientização dos trabalhadores.

Nessas 3 décadas, a área se aproxima dos 2 milhões de atendimentos. São vários os serviços disponíveis e a abrangência é enorme dentro dos canteiros e empresas do setor. “Nosso papel é ser disseminador de informações para que haja conscientização tanto dos trabalhadores, quanto dos empresários do setor”, fala a gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira.

Entre os serviços disponíveis, há enfoque no trabalhador com apresentações de peças teatrais, distribuição de cartilhas, cartazes de sinalização, treinamentos em diversas áreas, entre outros. Para o empresário, há a realização dos programas exigidos por lei como Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil (PCMAT), Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), laudos técnicos, montagem e treinamento para membros da CIPA, treinamento para trabalho em altura (NR-35), entre outros.



O FUTURO



Atual diretoria do Seconci-DF, presidida pelo empresário Deyr Corrêa


O crescimento da entidade foi visível e a expectativa é que o atendimento perdure por mais e mais anos, a fim de contribuir para a melhoria contínua da qualidade de vida do trabalhador da construção civil, além de apoiar o empresário na gestão da segurança e da saúde dos seus colaboradores. Para o atual presidente do Seconci-DF, Deyr Corrêa, a entidade é e deve ser o cartão de visita dos empresários. “Quando for necessário se dirigir a alguém, que nossa entidade possa ser um cartão de visita para mostrar a consciência social do nosso setor”, contou.

Com uma média anual de 135 mil atendimentos, o Seconci continua firme, de mãos dadas com o empresário da construção civil, para que ele tenha o suporte e a certeza de que todo o investimento feito na entidade é para um bem maior, para um setor com mais dignidade, respeito ao trabalhador e promoção da vida humana. Em consequência, mais produtividade e maior rendimento nos canteiros de obras, onde todos – empresários, trabalhadores e familiares –  ganham.

Quem está atuante na entidade por muito tempo, vê com carinho e admiração todo o trabalho e o empenho com que os serviços são prestados. Entre os nomes que já fazem parte da história do Seconci, está Leonardo Milazzo. Ele, que hoje desempenha a função de gerente geral, já atuou também como diretor e faz uma retrospectiva emocionante sobre essa história escrita até aqui. “Eu me lembro quando, em 2005, o então presidente João Carlos de Siqueira Filho me convidou para assumir a função de Gerente Geral. Minha colega e amiga Ludmila Fernandes, que vinha exercendo essa função com competência e esmero, estava deixando o Seconci”, conta Leonardo.

Ele relembra que sua carreira profissional mudou totalmente. “Depois de 30 anos na engenharia, cobrando do trabalhador o cumprimento de metas e resultados, com a nova função, pude retribuir, participando de um projeto social tão importante. Foi e continua sendo uma experiência muito gratificante”, finaliza.

Não é à toa que, ao assumir a presidência, o atual presidente Deyr Corrêa fez questão de contar com a colaboração do amigo que tanto admira. “Leonardo é um ser humano extraordinário. Muito dedicado, tem consciência social e é um porto seguro para nossa entidade”, elogiou Deyr.



CUIDANDO DA SAÚDE DOS TRABALHADORES

 

Atendimento médico itinerante e na sede, no Setor Placa da Mercedes, Núcleo Bandeirante



Além dos serviços básicos relacionados à medicina ocupacional, tais como os programas exigidos pela legislação e realizados pelo Seconci junto às empresas, a entidade se orgulha de prestar um serviço de primeira e atender parte das necessidades dos trabalhadores. Entre os serviços oferecidos está a realização do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Triagem, Atestado de Saúde Ocupacional, Palestras com temas diversos, entre outros.

Também faz parte dos serviços da medicina, o programa Seconci Itinerante, composto por uma equipe de técnicos de enfermagem e assistente social, que visita os canteiros para realizar uma triagem da saúde dos profissionais da construção. Desde o início foram realizados atendimentos de prevenção de doenças, como aferição de pressão arterial, glicemia, colesterol, medição de peso e altura, além de atendimento com a assistente social que, tendo necessidade, encaminha os trabalhadores para rede pública de atendimento social. “É realizado um relatório com todos os dados mensurados, tanto da equipe de enfermagem, quanto do questionário social para que a empresa tenha acesso as demandas apresentadas pelos colaboradores. Oferecemos acompanhamento pós-itinerante e, havendo necessidade, serão realizadas visitas domiciliares e encaminhamentos para que o trabalhador possa ter acesso às políticas públicas disponíveis”, explica a assistente social do Seconci-DF, Maythê Gonçalves.

Para o gerente médico do Seconci-DF, Daniel Honda, a importância do programa e os procedimentos realizados podem influenciar no dia a dia de trabalho dos trabalhadores. “Os exames realizados pela equipe funcionam como um check-up para o trabalhador. Quando detectada alguma alteração, há orientação sobre os cuidados gerais e, havendo necessidade, o encaminhamento para o posto de saúde para um atendimento mais específico”, explica Daniel.

Outro serviço que agilizou o atendimento ao trabalhador foi a realização dos exames complementares no próprio Seconci. Desde abril de 2018, todos os procedimentos relativos a esta área são realizados na sede, no Núcleo Bandeirante. Entre os exames e procedimentos estão Acuidade visual; Audiometria; Eletrocardiograma (ECG); Eletroencefalograma (EEG); Espirometria; Glicemia; Hemograma Completo e Raio-X de Tórax.



TODOS OS NOMES DOS PRESIDENTES



Galeria expresidentes


A diretoria do Seconci-DF é formada por empresários da construção civil que, de dois em dois anos, é eleita. O cargo de presidente pode ser ocupado por dois mandados consecutivos pela mesma pessoa. Composta por 8 membros efetivos e 8 suplentes, a diretoria participa e decide os rumos da entidade sem receber nada por isso. Nessas três décadas de funcionamento, já foram eleitos 11 presidentes diferentes. Confira, abaixo, a relação completa dos nomes que já presidiram e do atual presidente do Seconci-DF.


 

  • JAIL MACHADO DE OLIVEIRA - 1988
  • WANDERLEY VALLIN DA SILVA – 1988 A 1991
  • CARLOS ANTONIO LIBÂNIO – ELEITO
  • EDUARDO BRANDÃO CAVALCANTI – 1991 A 1994
  • MARCELO CARVALHO DE OLIVEIRA – 1994 A 1999
  • JOSÉ EUSTÁQUIO DE OLIVEIRA – 1999 A 2003
  • JOÃO CARLOS DE SIQUEIRA FILHO – 2003 A 2009
  • LEIBNITZ ALEXANDRE MENDES CARNEIRO – ELEITO
  • IZIDIO SANTOS JUNIOR – 2009 A 2013
  • HIGINO FABIANO AMARAL DE SOUZA – 2013 A 2015
  • DEYR CORRÊA – 2015 ATÉ DIAS ATUAIS




P.S: Sabemos que uma história é escrita pelos atos dos personagens que dela participaram. No caso do Seconci, em 30 anos, um número incontável de pessoas contribuiu para que esta história se tornasse realidade. Seria preciso, para sermos fiéis aos fatos, ouvir e falar com cada um que passou pela entidade contribuindo para o que ela é hoje, mas, infelizmente, não foi possível. Temos carinho e gratidão enorme por todos – colaboradores, empresários, pacientes, autoridades e quem mais deixou seu legado e seu suor nesta obra. Para finalizar, pedimos desculpa, pelos relatos ou pontos importantes que deixamos de contar, mas esta história continua sendo escrita por todos que fizeram e fazem parte desta obra. Nosso muito obrigado a todos.

Serviço Social da Construção Civil

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