Escassez de mão de obra qualificada domina debates no Construa Sul Fluminense, em Volta Redonda, e reforça a necessidade de ampliar programas de capacitação no setor da construção civil.
A falta de mão de obra qualificada voltou a ocupar espaço central no debate da construção civil e marcou a segunda edição do Construa Sul Fluminense, realizado recentemente em Volta Redonda. O encontro reuniu lideranças do setor e acendeu um alerta sobre a urgência de ampliar programas de formação. O Seconci-Rio participou com sua equipe técnica e destacou o impacto direto que a qualificação tem na produtividade e na saúde dos trabalhadores.
A discussão ganhou peso quando Ana Claudia Gomes, vice-presidente da Comissão de Responsabilidade Social da CBIC, chamou atenção para o cenário internacional. Para ela, “não é apenas regional nem restrito à construção, mas um desafio mundial que compromete a competitividade, a produtividade e o ritmo de entrega de obras” . A executiva lembrou que o setor só conseguirá avançar com formação continuada e programas permanentes de capacitação.
O evento foi conduzido pelo Sinduscon Sul Fluminense e contou com a presença de nomes como Elissandra Cândido, presidente da instituição, Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, e Fernando Guedes, presidente da CBIC. Representantes da CSN e do Sebrae Sul Fluminense também participaram das conversas, reforçando a importância de integrar diferentes segmentos da cadeia produtiva.
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O Seconci-Rio levou ao encontro profissionais que atuam diretamente com empresas e trabalhadores: Bianca Vieira (supervisão comercial e relacionamento), Isabella Torres (supervisão de educação) e Fabio Azevedo (supervisão de comunicação). A instituição, referência nacional em assistência social e formação no setor, destacou que espaços de troca ajudam a alinhar expectativas e atualizar práticas.
Para Aluísio Mendes Filho, presidente do Seconci-Rio, a presença em eventos desse tipo tem valor estratégico. Ele lembra que a trajetória da instituição é marcada por uma atuação contínua junto à base do setor. “Completamos 37 anos. São milhares de vidas assistidas. Pais de família que receberam — e continuam a receber — formação, informação, cuidado e saúde. A parceria das empresas com o Seconci-Rio é um investimento direto na vida do trabalhador, que impacta em aumento de produtividade, qualidade e um maior comprometimento com a empresa” .
O Construa Sul Fluminense terminou com um ponto de convergência evidente: a qualificação precisa acompanhar o ritmo de transformação tecnológica das obras e das empresas. Para o setor, a cooperação entre sindicatos, instituições técnicas e entidades empresariais será decisiva para reduzir o gargalo e preparar o mercado de trabalho para os próximos anos.
Fonte: Diário do Rio




