Seconci-SP alerta: Paciente com asma bem controlada tem vida normal

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram

Mesmo sem sintomas, pessoas com asma devem manter o acompanhamento médico regular para evitar crises e garantir qualidade de vida

A asma é uma doença inflamatória dos brônquios, caracterizada por falta de ar ou dificuldades para respirar, chiado ou aperto no peito, e tosse. Se a doença estivar bem controlada, o paciente tem uma vida normal. Entretanto, mesmo que o paciente controlado não tenha sintomas, deve retornar ao médico ao menos uma vez por ano.

A recomendação é da dra. Marice Ashidani, pneumologista do Seconci-SP, por ocasião do Dia Nacional de Controle da Asma (21 de junho). O objetivo da efeméride é aumentar a conscientização sobre as medidas preventivas e de controle dessa doença crônica. A data coincide com o dia de início do inverno, período em que os sintomas se agravam por conta das baixas temperaturas e da maior permanência das pessoas em ambientes fechados. Segundo a Gina (sigla em inglês para Iniciativa Global pela Asma), há cerca de 300 milhões de pessoas com asma no mundo. Destas, de acordo com o Ministério da Saúde, 20 milhões estão no Brasil, entre crianças e adultos. Anualmente, ocorrem 350 mil internações devido a casos mais extremos – a terceira maior causa de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS).

A dra. Marice explica que ter a asma controlada significa que o paciente consiga desempenhar suas atividades sem esforço, está sem crises e não necessita de medicação de resgate, a chamada bombinha. “A necessidade da bombinha segue a demanda do paciente e a periodicidade do seu uso é um indicativo da qualidade do controle da sua asma”, afirma a médica.

A doença acomete pessoas em qualquer idade, podendo ser desencadeada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais, tais como: exposição a pelos de animais, poeira domiciliar, mofo, ácaro, fumaça e poluição; mudança da temperatura ambiente; prática de exercícios físicos intensos, e estresse. O tabagismo também possibilita desencadear a asma, e a obesidade pode ser um fator de risco para maiores complicações. Apesar de os sintomas da asma serem parecidos com os da bronquite, o quadro clínico é muito diferente. A asma é uma doença inflamatória de causa não totalmente conhecida; já a bronquite é mais relacionada ao tabagismo.

Consultar o médico

Diante dos sintomas, é muito importante consultar o médico para a realização de um diagnóstico correto, feito por raio X ou espirometria (exame que mede a quantidade de fluxo de ar que entra e sai dos pulmões), e iniciar o tratamento corretamente, recomenda a dra. Marice. “Usamos duas abordagens nos casos de crises: uma é a medicina de resgate e alívio, com uso da bombinha; a outra é o tratamento de prevenção, com o uso, por exemplo, de corticoides inalados. Quando a doença está controlada, o paciente quase não apresenta sintoma. A necessidade da medicação de resgate e sua periodicidade também serão definidas pelo médico.”

Segundo a pneumologista, para evitar o desencadeamento de novas crises, são muito importantes os cuidados com a higiene ambiental, evitando-se poeira, mofo, pelos de animais, prevenir o tabagismo e também cuidar da saúde mental. “Às vezes a asma aparece na vida adulta, às vezes pode se agravar, e há quem entre em remissão. Por isso, é de extrema importância que o asmático tenha conhecimento da doença e saiba manusear os dispositivos de tratamento, tirando os fatores de risco do ambiente, além de seguir corretamente a parte medicamentosa. Dessa forma, ele conseguirá manter a patologia sob controle e ter um maior bem-estar no dia a dia”, enfatiza.

O Seconci-SP conta com um corpo clinico responsável para indicar a melhor forma de tratar a enfermidade. Boa parte do tratamento também está disponível do SUS.