Seconci-SP alerta para os riscos da obesidade

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Tratamento deve ser conduzido por equipe multiprofissional

A obesidade, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, é uma doença que, se não for devidamente tratada, poderá levar a problemas cardíacos como hipertensão, infarto e derrames, acidentes vasculares cerebrais, diabetes, colesterol elevado, triglicérides alto, problemas renais, articulares e vasculares como trombose, distúrbios do sono e alguns tipos de câncer.
O alerta é da dra. Giovanna Pianca, endocrinologista do Seconci-SP, por ocasião do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade (11 de outubro).
Má alimentação, sedentarismo, estresse, ansiedade, consumo exagerado de açúcares, gorduras, álcool, alimentos industrializados e ultraprocessados, além de fatores hormonais ou genéticos, ocasionam a obesidade, explica a especialista.

A doença é diagnosticada por meio do Índice de Massa Corporal (IMC). De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, o Brasil poderá ter cerca de 119 milhões de adultos com IMC alto até 2030.

Cuidados e tratamento

O tratamento da obesidade deve ser conduzido por uma equipe multiprofissional, integrada por endocrinologista, clínico, nutricionista, psicólogo ou psiquiatra. Após o diagnóstico, afirma a dra. Giovanna, a primeira medida é uma reeducação alimentar.

“É preciso substituir gradativamente pão, massas, maioneses, carnes gordurosas e linguiça, por carnes magras, ovos, frango, peixe, verduras, legumes e frutas. Para não comer excessivamente nas refeições, o ideal é fazer lanches entre elas, consumindo frutas, biscoitos integrais, iogurtes, granolas e cereais, e não bolos, bolachas recheadas e salgadinhos. A reeducação alimentar precisa ser acompanhada ao longo do tempo por nutricionista.”

Junto com essa providência, o médico poderá prescrever medicamentos. Em alguns casos mais graves, poderá haver recomendação para uma cirurgia bariátrica.
Em paralelo, é preciso iniciar um programa de atividades físicas, como esportes e caminhadas. “Isto vale inclusive para que tem profissões que exigem esforço, como os trabalhadores da construção civil, para que não fiquem sedentários fora das obras”, destaca a endocrinologista.
Uma vez que ocorra a redução da gordura corporal, o novo desafio é a manutenção. “Alimentação equilibrada, não ceder a excessos principalmente nos fins de semana e manter a atividade física são atitudes fundamentais para que a obesidade não volte.”

Risco das canetas

A dra. Giovanna ainda alerta para o risco das canetas emagrecedores. Quando usadas sem terem sido aprovadas pela Anvisa, sem prescrição e acompanhamento médicos, podem causar problemas como inflamação do pâncreas, diarreias, náuseas, vômitos, paralisia estomacal, obstrução intestinal, pedras na vesícula ou inflamação deste órgão.
As canetas podem ser benéficas quando o tratamento é orientado pelo médico, porém é preciso manter a alimentação saudável e a atividade física, prossegue a endocrinologista. Deve-se evitar utilizar as canetas excessivamente, e jamais para fins apenas estéticos.

Fonte: Seconci-SP