Artigo das assistentes sociais do Seconci-SP ressalta o papel da doação de sangue na preservação de vidas, combate mitos sobre o procedimento e incentiva a participação da população na campanha Junho Vermelho
A doação de sangue é um ato de solidariedade, empatia e responsabilidade social que pode salvar muitas vidas. Todos os dias, milhares de pessoas dependem de transfusões sanguíneas para sobreviver, seja em decorrência de acidentes, cirurgias, tratamentos oncológicos ou doenças graves. Por isso, manter os estoques dos hemocentros abastecidos é uma necessidade permanente.
Diferentemente de outros recursos utilizados na área da saúde, o sangue não pode ser produzido artificialmente. Dessa forma, a disponibilidade desse recurso depende exclusivamente da mobilização de doadores voluntários. Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, demonstrando o impacto que um gesto simples pode ter na vida de quem precisa.
No dia 14 de junho é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para homenagear os doadores e conscientizar a população sobre a importância desse ato. A escolha do dia faz referência ao nascimento de Karl Landsteiner, imunologista austríaco responsável pela descoberta dos grupos sanguíneos.
A conscientização também ganha força por meio da campanha Junho Vermelho, criada em 2015 com o objetivo de incentivar a doação de sangue em todo o país. A iniciativa busca reforçar os estoques dos hemocentros, especialmente durante o inverno, período em que as doações costumam diminuir. Promovida pelo Ministério da Saúde, a campanha conta com a participação de instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil para estimular a cultura da doação contínua.
Embora seja um procedimento rápido e seguro, muitas pessoas ainda deixam de doar sangue por medo, falta de informação ou crenças equivocadas. Quando realizada em locais habilitados e com acompanhamento profissional, a doação não oferece riscos à saúde. O organismo repõe naturalmente o volume coletado, e todo o material utilizado é descartável, garantindo segurança ao doador.
Nesse contexto, o Serviço Social desempenha um papel fundamental na promoção da doação de sangue. Entre suas atribuições estão a organização de campanhas educativas, a mobilização de empresas, escolas e comunidades, a conscientização da população e o acolhimento dos doadores. Além disso, os profissionais atuam no combate à desinformação e na orientação sobre a importância da doação segura.
O processo de doação é simples e segue etapas que garantem a segurança de todos os envolvidos. Antes da coleta, o candidato passa por cadastro, avaliação dos sinais vitais, teste de anemia e entrevista clínica sigilosa. Após a coleta, recebe orientações e um lanche para auxiliar na recuperação.
Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e estar em boas condições de saúde. Também é importante observar critérios específicos relacionados a vacinas, uso de medicamentos, viagens recentes e intervalos entre as doações. Homens podem doar a cada 60 dias, enquanto mulheres devem respeitar um intervalo mínimo de 90 dias.
Doar sangue é um gesto simples que pode transformar vidas. Em poucos minutos, é possível oferecer esperança, tratamento e uma nova oportunidade para quem enfrenta situações de saúde delicadas. A campanha Junho Vermelho reforça esse convite à solidariedade e à responsabilidade coletiva.
Para agendar uma doação, consultar os estoques de sangue ou localizar um ponto de coleta, basta acessar o portal da Fundação Pró-Sangue.
*Claudia Aparecida Zanini Fonseca e Rosana Alves Correia Toledo
Assistentes Sociais do Seconci-SP




