Seconci-SP alerta para a importância do diagnóstico e tratamento das alergias

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Dermatologista da entidade destaca os principais gatilhos, sintomas e cuidados necessários para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida

Espirros frequentes, olhos lacrimejantes, coceira e erupções na pele podem ser sinais de alergias que não devem ser ignorados. Em alusão ao Dia Mundial da Alergia, celebrado em 8 de julho, o dermatologista do Seconci-SP, dr. Sigefredo de Castro Griso, alerta para a importância do diagnóstico e do tratamento adequados, evitando que quadros aparentemente simples evoluam para situações mais graves.

Segundo o especialista, a alergia é uma reação exagerada do sistema imunológico, que identifica substâncias normalmente inofensivas como ameaças ao organismo. A condição afeta cerca de 30% dos brasileiros e tende a se tornar ainda mais comum nos próximos anos. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), metade da população mundial poderá desenvolver algum tipo de alergia até 2050.

O médico explica que, ao entrar em contato com determinadas substâncias, chamadas de antígenos, o organismo produz anticorpos para se defender. Esse processo desencadeia a liberação de substâncias como a histamina, responsável pelo surgimento dos sintomas alérgicos.

Entre os principais gatilhos estão agentes presentes no dia a dia, como ácaros, poeira, mofo e pelos de animais, além de alimentos como leite, ovos, trigo, soja, frutos do mar e amendoim. Picadas de insetos, látex e alguns medicamentos também podem desencadear reações alérgicas.

Os sintomas variam de acordo com o tipo de alergia e podem incluir espirros, coriza, congestão nasal, tosse, coceira, vermelhidão na pele, dermatites, urticária e irritação ocular. Em casos mais graves, pode ocorrer anafilaxia, uma reação sistêmica que provoca inchaço no rosto ou na garganta, tontura e queda de pressão arterial, exigindo atendimento médico imediato.

O tratamento deve ser orientado por um profissional de saúde e geralmente inclui medicamentos antialérgicos e corticoides, além da identificação e do controle dos fatores desencadeantes. Para o especialista, a melhor forma de prevenir crises é evitar o contato com os agentes que causam as reações sempre que possível.

Durante períodos mais quentes, alguns cuidados podem ajudar a reduzir o risco de alergias, como manter a hidratação adequada, utilizar roupas leves de algodão, evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, usar protetor solar, repelentes e cosméticos hipoalergênicos, além de realizar a lavagem nasal com soro fisiológico para remover alérgenos e secreções.

No caso das crianças, a orientação é que pais e responsáveis observem atentamente os sintomas e mantenham registros sobre os alimentos consumidos, ambientes frequentados e produtos utilizados antes das reações alérgicas. Essas informações podem auxiliar o médico especialista na identificação dos gatilhos e na definição do tratamento mais adequado.

Para o dr. Sigefredo de Castro Griso, o acompanhamento médico é fundamental para garantir o controle das alergias e prevenir complicações, proporcionando mais segurança, bem-estar e qualidade de vida aos pacientes.