Especialistas destacaram a importância da gestão preventiva dos riscos psicossociais e o papel das empresas na identificação e controle dos fatores presentes no ambiente de trabalho
A gestão dos riscos psicossociais e os impactos da atualização da NR-1 estiveram no centro do debate promovido pela Comissão de Política de Relações Trabalhistas da CBIC. O encontro reuniu representantes do setor para discutir a inserção desses riscos no Plano de Gerenciamento de Riscos previsto na norma regulamentadora e os desafios para as empresas da construção civil.
Representando o Seconci-DF, a gerente de Segurança do Trabalho, Juliana Moreira, destacou que a atualização da NR-1 não transfere às empresas a responsabilidade pela saúde mental individual dos trabalhadores, mas reforça a necessidade de compreensão e gestão dos fatores presentes no ambiente organizacional. “A NR-1 não quer avaliar o trabalhador, ela quer avaliar o ambiente de trabalho. A empresa é responsável por identificar, avaliar e controlar os fatores de risco psicossociais presentes na organização. É isso que traz uma avaliação juridicamente segura”, explicou.
Durante a live, o superintendente Ambulatorial do Seconci-SP, Giancarlo Brandão, apresentou os procedimentos adotados pela entidade para auxiliar as empresas na gestão dos riscos psicossociais. Segundo ele, a prevenção precisa fazer parte da estratégia organizacional diante do crescimento dos impactos relacionados à saúde mental no ambiente de trabalho. “O trabalho não é um problema. O problema é como as pessoas estão tratando o trabalho e como as empresas devem administrar isso”, afirmou.
Para o vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, Ricardo Dias Michelon, o encontro cumpriu o papel de orientar as organizações em um momento de mudanças regulatórias e de construção de referências para o setor. Já o advogado e consultor técnico da entidade, Clóvis Queiroz, reforçou a importância da atualização constante das empresas diante da evolução das normas relacionadas à saúde e segurança do trabalho.
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Fonte: Seconci-SP




