Terapia inovadora utiliza laser e agulhamento a seco
Em mais um serviço inovador para seus pacientes, o Ambulatório da Dor do Seconci-SP (Serviço Social da Construção) passará a oferecer proximamente atendimento fisioterapêutico especializado para pessoas com Disfunção Temporomandibular (DTM).
É o que anuncia Ana Luiza Giannocaro Rodrigues, supervisora de Fisioterapia, em artigo no site do Seconci-SP.
Ela explica que a DTM é uma condição que pode se manifestar por dor na região mandibular e facial, dificuldade ou limitação para a abertura da boca, alterações nos movimentos mandibulares, ruídos articulares, sensação de tensão muscular, dor à palpação dos músculos mastigatórios e dor de cabeça.
“A fisioterapia ocupa papel relevante no manejo conservador das DTM, especialmente nos quadros com importante componente muscular e miofascial. A intervenção pode contribuir para a redução da dor e da sensibilidade musculoesquelética, melhora da mobilidade, redução da sobrecarga muscular e recuperação da função mandibular”, escreve Ana Luiza.
No Ambulatório da Dor do Seconci-SP – prossegue –, o atendimento será individualizado e definido a partir dos achados da avaliação clínica, considerando as características e necessidades de cada paciente.
Para a avaliação do paciente, além dos exames clínicos, será utilizada a termografia infravermelha, técnica não invasiva capaz de registrar a distribuição da temperatura na superfície corporal.
“Após a avaliação, o paciente poderá iniciar o tratamento fisioterapêutico, com utilização de recursos como dry needling (agulhamento a seco), fotobiomodulação (terapia a laser de baixa intensidade) e terapia manual, conforme indicação clínica.”
O dry needling é uma técnica minimamente invasiva utilizada no manejo de alterações musculoesqueléticas. Nos pacientes com DTM com importante componente muscular, poderá ser empregado em músculos envolvidos na sintomatologia, como masseter e temporal, sempre de acordo com a avaliação individual e os objetivos terapêuticos estabelecidos.
A fotobiomodulação será utilizada como recurso terapêutico complementar, podendo ser aplicada sobre tecidos musculares e articulares conforme as características clínicas e a indicação fisioterapêutica.
A terapia manual também integra o protocolo de atendimento. As técnicas poderão ser direcionadas à musculatura mastigatória e às estruturas do complexo craniocervicomandibular, com o objetivo de reduzir a sensibilidade e a sobrecarga musculoesquelética, favorecer a mobilidade dos tecidos e contribuir para a recuperação da função mandibular – completa Ana Luiza.
Fonte: Sinduscon-SP




